sábado, 11 de maio de 2013

Fase 02 - Gabarito


Após ligações de água e energia elétrica (apesar de a CEMIG ainda não ter ligado a nossa, por não ter compreendido que é uma ligação provisório, para obras, e ter informado que cobrará pela próxima vistoria/ ligação), passamos a fase de execução do GABARITO.

Isso mesmo, não é o gabarito da prova ao qual estamos bem acostumados, mas a ideia é a mesma!

Se o termo nesse sentido é novidade para você, assim como era para mim, leia o texto abaixo antes de ver as fotos:


Tabeira ou gabarito

Frequentemente, tabeira é um nome popular que se dá à montagem do gabarito da construção da casa ou do prédio.

Trata-se de uma fase fundamental da construção onde não se pode errar.
É quando se coloca no terreno a marcação da moldura e dos espaços do imóvel a ser construído.

A tabeira ou gabarito é montada com auxílio de pontaletes de madeira de 7,5×7,5cm ou 7,5×10,0cm, espaçados de 1,50 a 1,80m, nos quais são fixadas tábuas de 15 ou 20cm de largura, que servirão de suporte para as linhas que definirão os elementos demarcados, que podem ser de arame recozido nº 18 ou fio de náilon.
A tabeira, devidamente nivelada, é colocada ao redor de todo o prédio a ser locado, a aproximadamente 1,20m do local da construção e com altura superior ao nível do baldrame, variando de 0,4m a 1,5m acima do nível do solo.
Há também quem defenda seu posicionamento de modo que fique com altura superior aos operários, para facilitar o tráfego tanto de pessoas como de equipamentos pela local da obra.

Marcação feita com fio de nylon ou arame presos a pregos que estão no gabarito, nos limites da construção antes do início das obras.

O encontro de dois fios demarca o lugar dos pilares.

A materialização da demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por simples piquetes, por cavaletes ou pela tabeira (que também pode ser denominada tapume, tábua corrida ou gabarito).
O ponto que define o eixo central dos elementos deve ser destacado através de pintura, para que não se confunda com os laterais.
Observe-se que se a locação ocorrer pela face, sempre existirá o risco de haver confusão na obra, pois não se pode saber qual face foi locada inicialmente, de onde se iniciou as medidas, se a espessura do revestimento foi ou não considerada.

Assim, após ter sido demarcado o ponto central, deve-se locar os pontos laterais utilizando-se preferencialmente pregos menores.




Portanto nesta etapa não há que ter pressa, muito pelo contrario tudo deve ser visto e revisto !
De modo geral é preferível que se tenha a tabeira como apoio à demarcação do que o cavalete, pois este pode se deslocar com maior facilidade, devido a batidas de equipamentos ou mesmo esbarrões, levando à ocorrência de erros na demarcação.
Seja qual for o método de locação empregado, é de extrema importância que ao final de cada etapa de locação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados, procurando evitar erros nesta fase.
A conferência pode ser feita com o auxílio dos equipamentos de topografia ou mesmo de maneira simples, através da verificação do esquadro das linhas que originaram cada ponto da locação. Para isto, pode-se utilizar o princípio do triângulo retângulo (3, 4, 5).
DICA IMPORTANTE!

Nesta etapa é muito importante a ajuda de um profissional da área, para garantir a posição correta das sapatas, por consequência das colunas e paredes !


Fonte: ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - DEPTO DE ENG. DE CONSTRUÇÃO CIVIL



 Fotos tiradas em 11/05/2013
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 Casa vai ficar alta!
 Caminhão da Copasa - Pessoal fazendo a ligação.
 Tá até com cara de obra.
Sem energia elétrica: ferreiro trabalhando na energia braçal!